Após protestos, deputados encerram sessão e adiam votação da reforma

23/11/2017

Sob protestos, 2ª vice-presidente encerrou oficialmente a sessão.

 

Com plenário lotado de manifestantes, um grupo de representantes dos servidores voltou a se reunir com os deputados estaduais, e deixou o encontro com informação de que não houve avanço nas negociações, e que o projeto de reforma da previdência poderia ser votado fora da Casa, para atender pedido de governo.

 

Todavia, o deputado Cabo Almi (PT) anunciou, por volta das 12h20 desta quinta-feira (23), que a matéria só será analisada na próxima terça-feira (28).

 

Segundo Almi, a decisão de prorrogar a análise do projeto foi tomada para garantir a segurança dos servidores que tomaram as dependências da Assembleia, em protestos contra a proposta do governo.

Os servidores voltaram a solicitar aos deputados e ao governo que não haja unificação dos fundos previdenciários, e que o aumento da alíquota seja aplicado apenas a quem ganha acima do teto da previdência R$ 5.500,00 (cinco mil e quinhentos reais), para não prejudicar servidores com menores salários, já que em alguns casos o funcionário terá perda salarial em 2018 diante do reajuste de apenas 2,9% em 2017.

 

O presidente do Conprev (Conselho Estadual de Previdência), Francisco de Assis, explicou que os dois fundos previdenciários, um criado em 2012 para atender os servidores que ingressaram no Estado a partir daquele ano, e outro que custeia a aposentadoria e benefícios dos demais inativos, se unificados, como quer o governo de Reinaldo Azambuja (PSDB), e tornarão deficitários em cinco meses.

 

Assis revelou que há exatos R$ 377.000.000,00 (trezentos e setenta e sete milhões de reais) no Fundo mais atual, e que no mais antigo o Executivo precisa aportar mensalmente R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais). A previsão é que se mantido a diferenciação dos fundos, em três anos um poderá cobrir o déficit do outro, aliviando o caixa do governo.

 

Encerramento

Após o anúncio de Almi, não oficial, e a 2ª vice-presidente da Casa, deputada Grazielle Machado (PR), encerrou, oficialmente, a sessão às 12h29.

Todavia, os sindicalistas afirmaram que permanecerão mais um tempo na Assembleia, para garantir que o projeto não seja, de fato, votado hoje.

 

Fonte: Midiamax: Ludyney Moura e Richelieu Pereira

Fotos: Cleber Gellio

 

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