Ex-funcionário afirma ter sido fantasma em gabinete de Felipe Orro

Desligamento teria sido feito somente após gravação telefônica que revelou esquema.

Mychell Christian Welter afirma que trabalhou durante as duas últimas campanhas do deputado estadual Felipe Orro (PSDB), em Terenos, com a promessa de conseguir um emprego assim que a eleição terminasse.

 

No último mandato, o homem afirma ter sido comissionado como funcionário fantasma na Assembleia Legislativa. 

“O acordo foi firmado na primeira campanha, mas passou. Na última eleição, novamente ele veio aqui e mentiu pra gente, trabalhamos pra ele só a troco de combustível para o pessoal dele (eleitores). Ele ganhou, (Felipe Orro) me colocou no cargo lá, mas eu ia somente para assinar. O salário era de 1.180 reais”, denuncia Mychell.

 

Ainda conforme o ex-funcionário, Orro teria dito que “ele nem precisa ir lá mais". Foi então que, segundo Welter, ele iria à Assembleia uma vez por mês para assinar a folha-ponto de todos os dias das 7h30 às 13h30. 

 

“Eu assinava com o Valdivino, que é outro funcionário do Felipe”, garante.

 

 

 

Em outubro de 2016, uma GRAVAÇÃO TELEFÔNICA, mostrou o deputado Paulo Corrêa (PR) orientando Felipe Orro sobre como burlar o controle de frequência dos servidores comissionados.

“Na gravação deu todos aqueles problemas e o deputado me ligou me chamando para ir até a ALMS. Ele me disse que a gente precisava dar uma segurada porque ele tinha tido os problemas com o Paulo Corrêa, mas disse para eu ficar tranquilo que eu não ia ficar desamparado e logo voltaria para a Assembleia”, conta Mychell.

 

Após o desligamento, em janeiro, Mychell teria sido orientado a não falar nada com a mídia, caso fosse procurado. 

“Em junho deste ano procurei ele para perguntar como ficaria minha situação em Terenos já que eu tinha deixado de trabalhar para outras pessoas e firmado compromissos financeiros. E até agora nada. Quem me procurava era o Mario Nelson, assessor, me enrolando, mas antes eu fiquei 1 ano e pouco fantasma em Terenos, sem nem precisar ir lá. Todo mundo que foi exonerado em janeiro era tudo cargo fantasma”, denuncia o ex-funcionário.

 

Outro lado

 

A reportagem do TopMídiaNews procurou o deputado. Ele, por meio de assessoria de imprensa, afirmou que de fato o servidor prestou serviços no gabinete, mas, no período em que esteve lotado, apresentou relatórios normalmente e que suas atividades eram supervisionadas. O desligamento do ex-funcionário teria sido por falta de produtividade, “natural como qualquer outro”.

 

Questionada sobre as fotos dos relatórios, a assessoria justificou que a pessoa responsável não estaria no gabinete no momento.

 

Fonte: Topmidianews

Foto: Arquivo Pessoal

 

 

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