Deputado do “CHEQUE SEM FUNDO” e propina com “INGRESSO DE CIRCO”, Picarelli quer reeleição

28/09/2018

Por emissão de cheques sem fundos, Picarelli acumula dívida que supera R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).

Segue no rol de inadimplentes por não quitar dívidas de empréstimos que superam a casa dos R$ 2 milhões o candidato à reeleição e deputado estadual Maurício Picarelli. No oitavo mandato, desde 1987, o parlamentar foi ainda citado na “Lama Asfáltica”, operação da Polícia Federal que investigou esquema de corrupção envolvendo empresários, servidores e políticos.

 

O deputado foi acionado judicialmente em três casos de cheques sem fundos. Num deles, o autor da ação, Celso Eder Gonzaga de Araújo disse ter emprestado uma quantia ao parlamentar que lhe passou a soma de R$ 1.585.390,06 (um milhão, quinhentos e oitenta e cinco mil, trezentos e noventa reais e seis centavos), dividida em quatro cheques.

 

Ocorre que, segundo o advogado de Celso, Rafael Antônio Sacaini, os cheques “NÃO TINHAM FUNDOS” e o caso foi parar na Justiça.

 

Antes, o advogado tentou um acordo extrajudicial por meio de citação por cartório, mas sem êxito. Daí, a questão foi parar na 16ª Vara Cível de Campo Grande.

 

Desde julho passado, a Justiça determinou que o deputado pagasse a Celso R$ 1,600,000,00 (um milhão e seiscentos mil reais), quantia já reajustada pelos juros.

 

No entanto, até agora, dois meses depois, o deputado ainda não foi citado judicialmente. O advogado crê que a demora tenha a ver com a campanha eleitoral.

 

Ainda na 16ª Vara, um empresário cobra R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) do deputado também por emissão de cheque sem fundo.

 

Já na 14ª Vara Cível de Campo Grande, corre contra o Picarelli um processo por “CHEQUE SEM FUNDO” em que um trabalhador autônomo da cidade cobra R$ 287.000,00 (duzentos e oitenta e sete mil reais) do parlamentar.

 

Em junho de 2015, ele emprestou R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais) ao deputado e, pelo combinado, receberia a conta em parcelas mensais.

 

“... com promessa de pagamento em 36 (trinta e seis) parcelas iguais de “R$ 5.000,00” (cinco mil reais) cada parcela, com inicio de pagamento da 1ª (primeira) parcela em julho/2015 e a última em junho/2018.

Ocorre que o Requerido [Picarelli], pagou apenas 09 (nove) parcelas vencidas, sendo elas: julho/2015, agosto/2015, setembro/2015, outubro/2015, novembro/2015, dezembro/2015, janeiro/2016, fevereiro/2016 e março/2016, ficando inadimplente em 27 parcelas, quais sejam: de abril/2016 a junho/2018”, diz trecho do processo.

 

Uma das advogadas do autor da ação monitória não quis comentar o caso, que ainda corre na Justiça, sem solução.

 

LAMA ASFÁLTICA

 

Deflagrada em julho de 2013, a operação Lama Asfáltica, a que motivou a prisão do ex-governador André Puccinelli (MDB), destaca o parlamentar num diálogo grampeado  por força judicial que envolvera Elza Cristina, sócia de João Amorim, empreiteiro também preso por participação num esquema de fraude em licitação.

 

De acordo com a Polícia Federal, Elza conversa primeiro, por telefone, com o deputado e diz que o diálogo estava acontecendo a pedido de um “doutor Nelson”. Os dois marcam um encontro, mas quem vai é a chefe de gabinete do parlamentar, Márcia Regina.

 

Antes de se verem as duas conversam pelo telefone. Márcia pergunta a Elza se ela iria lhe entregar “os ingressos”. Elza diz que sim e que tratava-se de “INGRESSOS DE CIRCO”. Elas se veem rapidamente no estacionamento da Unimed, no Jardim dos Estados. Elza entrega a Márcia, segundo inquérito da Polícia Federal, “um pacote com dinheiro dentro” e vai embora.

 

Fonte: Topmidianews

Jornalista: Celso Bejarano

 

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