Administrativos da educação farão greve segunda, caso Governo confirme reajuste zero

16/05/2019

Manifestação será dos funcionários administrativos da educação, que hoje recebem R$ 854,00 (oitocentos e cinquenta e quatro reais).

Os servidores administrativos da educação do Governo do Estado prometem entrar em greve na segunda-feira (20) caso a administração estadual mantenha a postura de reajuste zero para este ano.

 

Em forma de protesto lavaram a calçada frente ao prédio da SED (Secretaria de Estado de Educação) para acabar com a corrupção. Confira o vídeo abaixo:

 

De acordo com o presidente da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, já foi aprovado em assembléia que caso o governo não conceda reajuste para a categoria, eles decidiram por entrar em greve.

 

“Se o governo insistir em reajuste zero e no corte do abono, os administrativos param a partir de segunda. Os professores não pararão porque há uma lei em vigor que determina o reajuste até 2021. Mas acho difícil, depois de três dias sem limpeza na escola, sem merenda, que ainda haja aula”, afirmou o sindicalista ao ser perguntado se a paralisação afetaria o ano letivo.

 

Segundo a FETEMS, hoje o salário base de um servidor administrativo do governo é de R$ 854,00 (oitocentos e cinquenta e quatro reais), mais o abono de R$ 200,00 (duzentos reais).

Os servidores pedem a incorporação do abono no salário e uma política de reajustes. “Não podemos mais ter um salário abaixo do salário mínimo”.

 

Nesta quarta-feira (15) os funcionários da educação pararam contra os cortes na pasta prometida pelo Governo Federal. Em Campo Grande, os servidores também se manifestaram em frente à SED (Secretaria de Estado de Educação) contra os baixos salários e por reajuste.

 

O presidente da FETEMS afirmou que espera que a manifestação tenha mostrado ao governo o desejo da categoria. “O governo tem que entender o clamor dos servidores. [Dar o reajuste] é o mínimo de prudência que eles poderiam ter”.

 

Sobre a explicação do secretário de Administração, ROBERTO HASHIOKA, de que o aumento poderia afetar ainda mais o limite prudencial do Estado, Jaime alfineta. “Para corrupção na educação eles tem dinheiro?”

 

Confira a galeria de imagens abaixo:

 

Fonte: Midiamax

Jornalista: Daiany Albuquerque

 

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