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Nelsinho e Soraya rejeitam INSS e optam por “APOSENTADORIA ESPECIAL” de até R$ 33,7 mil

Nelsinho e Soraya aderiram ao plano especial e poderão se aposentar com R$ 7.700,00 (sete mil e setecentos reais) caso só exerçam um mandato de senador: valor é 32% acima do teto do INSS.

Os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSL) não quiseram dar o exemplo de aderir ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e optaram pelo privilégio de ter APOSENTADORIA ESPECIAL, que pode lhes garantir benefício de R$ 33.763 (trinta e três mil, setecentos e sessenta e três reais) por mês.


Caso seguissem o exemplo da maior parte dos deputados federais sul-mato-grossenses, eles só teriam direito a receber, no máximo, R$ 5.839,45 (cinco mil, oitocentos e trinta e nove reais e quarenta e cinco centavos).

Simone Tebet (MDB) é a única senadora do Estado que não aderiu ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC).


De acordo com o jornal Gazeta do Povo, do Paraná, dos 81 senadores, 41 optaram pela previdência especial e poderão receber valor acima do teto, um benefício tirado dos brasileiros “normais”.


Ao optar pelo plano especial, os senadores pagam 11% sobre o salário de R$ 33.763 (trinta e três mil, setecentos e sessenta e três reais) e serão os últimos a ter a opção a este benefício.


A reforma da previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) acaba com o privilégio para os parlamentares que serão eleitos a partir de 2022.


Como terão direito a receber aposentadoria de R$ 964,65 (novecentos e sessenta e quatro reais e sessenta e cinco centavos), por cada ano contribuído, Nelsinho e Soraya terão direito a receber aposentadoria de R$ 7.717,20 (sete mil, setecentos e dezessete reais e vinte centavos) por mês caso só exerçam um mandato de senador. Isso significa que, caso não sejam reeleito, já receberão aposentadoria 32% acima do valor máximo pago aos demais brasileiros.


Ao jornal paranaense, Soraya Thronicke rebateu o termo “APOSENTADORIA ESPECIAL” para senadores. “Os parlamentares contribuem com a previdência no período em que estão trabalhando para o País, e, por isso fazem jus à previdência, com regras até mais rígidas que outros regimes, uma vez que não há distinção entre homens e mulheres”, justificou-se a parlamentar.


Por meio da assessoria, Nelsinho Trad disse que “fez a opção” e “assim como todos os brasileiros, poderá se aposentar somente após cumprir os 35 anos de contribuição”.


Só que a maioria dos brasileiros não deverá receber o valor integral. Pela Reforma da Previdência, que será votada pelos três senadores, os trabalhadores só poderão receber salário integral se tiver a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens e contribuir por 40 anos.


Contudo, mesmo que contribua por 45 anos, o trabalhador nunca terá o mesmo benefício de Nelsinho e Soraya, porque o valor máximo a ser pago pelo INSS é de R$ 5.839,45 (cinco mil, oitocentos e trinta e nove reais e quarenta e cinco centavos).


Veja algumas mudanças com a reforma:


A proposta de Bolsonaro prevê outras medidas até maldosas, como a redução do valor do benefício pago a idosos, doentes e deficientes pobres, de R$ 998,00 (novecentos e noventa e oito reais) (um salário mínimo) para R$ 400,00 (quatrocentos reais).


O abono do PIS só será pago aos trabalhadores que ganham um salário mínimo. Atualmente, o Governo paga um mínimo para quem até dois salários.


Os parlamentares também podem aprovar o fim da aposentadoria especial para professores e tornar as regras mais duras para os trabalhadores rurais.


Dos três senadores de MS, Simone seria a única que não aderiu ao plano especial.


Para minimizar o impacto da reforma na opinião pública, dos oito deputados federais, cinco rejeitaram o privilégio e aderiram ao regime geral: Beto Pereira e Rose Modesto, do PSDB; Dagoberto Nogueira (PDT); Loester Trutis e Luiz Ovando, do PSL.


Fábio Trad (PSD) aderiu ao PSSC (Plano de Seguridade Social dos Congressistas), conforme a Gazeta do Povo. No entanto, conforme a assessoria, o deputado recuou e protocolou o pedido desistindo da APOSENTADORIA ESPECIAL.


Vander Loubet (PT) é o único que continua firme no PLANO ESPECIAL. Bia Cavassa (PSDB) foi procurada por semanas, mas não se manifestou.


Fonte: Ojacaré

Jornalista: EDIVALDO BITENCOURT



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