Após flagra, deputado do PT em MS promete devolver gasto de R$ 1,7 mil com vinho e cerveja

17/09/2019

Pedro Kemp admitiu erro quase 2 anos depois, após caso vir à tona, e garantiu ressarcimento à AL/MS.

Após a repercussão que o flagrante ganhou, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) disse que vai devolver aos cofres da AL/MS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) os R$ 1.748,50 (um mil, setecentos e quarenta e oito reais e cinquenta centavos) que recebeu como ressarcimento por gastos em uma pizzaria de Campo Grande com cerveja, vinho chileno e chopp.

 

O caso veio a público pelo site Congresso em Foco, com dados do Instituto Ops, na fiscalização de gastos públicos do Legislativo.

 

Segundo o petista, os gastos foram feitos durante uma confraternização com a equipe de gabinete dele em dezembro de 2017. Agora, quase 2 anos depois e após a repercussão negativa, Kemp admitiu o erro e garantiu ao Jornal Midiamax que fará a devolução do ressarcimento indevido que ganhou através da verba indenizatória, dinheiro destinado teoricamente a cobrir despesas exclusivas de mandato.

 

“Fiz reunião com equipe de trabalho durante todo o dia e à noite fomos jantar. Na nota fiscal, entrou como prestação de contas, valores de bebida alcoólica, o que é irregular”, admitiu Pedro Kemp.

 

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Conforme o deputado, a secretária dele fez a prestação de contas, que inclusive, passou pela auditoria da Casa de Leis. “Não viram. Sempre tive o cuidado de retirar valores de bebidas alcoólicas de notas de refeição”, disse.

 

O Instituto OPS teve acesso à nota fiscal e divulgou que o deputado foi ressarcido com a verba indenizatória. Não há dados oficiais disponíveis sobre o gasto. Na nota constam 42 bebidas alcoólicas, entre cerveja e chopp, além de duas garrafas de vinho chileno Carmen Carmenere.

 

Parlamentares têm direito à indenização com alimentação, mas para serem ressarcidos dos gastos, é preciso preencher e assinar um requerimento específico, junto com os comprovantes de gastos.

 

Conforme a reportagem do Congresso em Foco, o diretor-presidente do Instituto OPS e fundador da Operação Política Supervisionada, Lúcio Big encaminhará ofício à Assembleia para que o caso seja apurado e o valor restituído aos cofres da casa.

 

Kemp garantiu já ter acionado a tesouraria da ALEMS, para fazer a devolução do valor. “Me certifiquei e está errado”, concluiu.

 

Fonte: Midiamax

Jornalista: Renata Volpe 

 

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