FAROFA NO VENTILADOR: cassado por crime eleitoral, ex-vereador avisa que vai abrir a "caixa preta"

14/02/2020

Ao prometer revelações sobre propinas e outras mutretas, ex-vereador tira o sossego de políticos no interior de MS.

Baianinho recebeu 1.500 (um mil e quinhentos) votos em 2016; MP Eleitoral o acusa de irregularidades durante as eleições.

 

“Vou falar depois do carnaval”. É assim que o ex-vereador IRAÍLTON DE OLIVEIRA SANTANA, o Baianinho, promete sacudir Corumbá contando que vai revelar o que sabe sobre vários episódios que testemunhou – e certamente compartilhou – nos subterrâneos da política, envolvendo agentes públicos dos poderes do Legislativo e do Executivo e da sociedade civil.

 

Em 2017, um ano depois de ser eleito vereador pelo PSDB, teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral.

 

Havia sido denunciado pelo Ministério Público por crimes como a compra de votos e abuso de poder econômico. Ainda tentou, com recursos, reverter a condenação. Mas a sentença condenatória foi mantida.

 

Hoje, de volta aos negócios com a compra e venda de veículos, Baianinho volta à cena pelas redes sociais, com avisos ameaçadores, especialmente por meio do seu perfil no Facebook. Sem citar nomes dos envolvidos, ele fornece algumas pistas sobre casos de corrupção que promete revelar.

 

PROPINA

 

Segundo Baianinho, para que a Câmara aprovasse a renovação do contrato de concessão entre o Município e a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), alguns vereadores exigiram propina. “Vou dizer quem foram os vereadores [que] receberam propina pra renovar esse contrato com Sanesul. F...u povo corumbaense, contrato esse que era tão certa a renovação que Sanesul já tinha feito até licitação com prestadora de serviço”, afirma.

 

Suas declarações foram apagadas do Facebook, mas muitos internautas as copiaram e estão viralizadas na rede.

 

O MS Notícias publicou alguns trechos em versão com a grafia correta e reproduzindo a página do perfil do ex-vereador com o original de um texto que tem vários erros gramaticais e de pontuação.

 

Nos diálogos do Facebook – cujo perfil é identificado com o seu nome de batismo -, Baianinho fala de suas intenções a dois internautas, Romeu Salles e Ivalci Marques da Silva Magrão.

 

Nenhum deles é político, mas demonstram ser pessoas conhecidas do ex-vereador. A seguir, trechos dessas conversas:

 

Romeu Salles: “Quem tem o rabo grande que trate de protege-lo”.

Iraílton: “Olha Ivalci Marques da Silva Magrão. Não gosto de comenta sobre câmara de onde não tenho saudade. Posso te dizer depois do carnaval. Vou todo dia falar um pouco de cada vereador. Ali realmente ali existem 3 ou máximo 4 vereadores seres humanos, o restante é formação de quadrilha e todos sabem quem é o chefe do cangaço”.

 

Romeu Salles: “Pô, baianinho, não se acanhe, pode falar, é bom desabafar, faz bem pro corpo e pra alma”.

 

Iraílton: “Relaxa, vou falar depois do carnaval. Cada mês vou me dedicar a um pilantra por vez. Vou dizer quem foram vereadores (que) receberam propina pra renovar esse contrato com Sanesul. Fodeu povo corumbaense, contrato esse que era tão certo renovação que SANESUL já tinha feito até licitação com prestadora de serviço, quais foram vereadores que receberam e até os valores que cada um recebeu.kkkk. Parece até campeonato brasileiro, o Flamengo e Corinthians recebem, mas lá também é assim. Vou dizer quem foram vereadores na hora da votação saíram pra fora com vergonha. Calma que vamos...”

 

Baianinho foi candidato pela coligação que elegeu o prefeito Ruiter Cunha (PSDB), que morreu 11 meses após a posse, em novembro de 2017, em decorrência de complicações de saúde. Logo em seguida o vice-prefeito Marcelo Iunes, que era do PDT e migrou para o PSDB, assumiu o mandato. Ambos estavam na mesma denúncia que originou a cassação do mandato de Baianinho, mas a Justiça já tinha desmembrado os processos.

 

Com uma das chaves da “CAIXA PRETA” de supostos arranjos criminosos praticados nos bastidores da política corumbaense, Baianinho certamente possui alguns envolvidos em suas mãos.

 

Não é apenas a votação do contrato de concessão com a Sanesul, mas há outros casos pré e pós-eleição que são do conhecimento do ex-vereador.

 

Ele não informa se fará uma denúncia formal ao Ministério Público ou se apenas vai contar o que sabe por meio das redes sociais. E está consciente que, ao fazer revelações com tal gravidade, também será chamado para responder por suas responsabilidades e eventual participação nos casos que denuncia.

  

Fonte: www.msnoticias.com.br

Foto: CMC/Divulgação

 

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