PGR denuncia REINALDO AZAMBUJA por corrupção

15/10/2020

A subprocuradora-geral da República LINDÔRA ARAÚJO denunciou hoje (14/10) ao Superior Tribunal de Justiça, o governador de Mato Grosso do Sul, REINALDO AZAMBUJA (PSDB) por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Junto com ele foram acusados o ex-secretário de Fazenda e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado MÁRCIO CAMPOS MONTEIRO, os empresários JOESLEY e WESLEY BATISTA, da JBS, e mais 20 pessoas.

 

Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), entre 2014 e 2016, a JBS pagou propina de R$ 67.000.000,00 (sessenta e sete milhões de reais) a AZAMBUJA e outros integrantes do governo em troca de isenções fiscais e benefícios de mais de R$ 209.000.000,00 (duzentos e nove milhões de reais).

 

Parte da propina foi paga em espécie, com monitoramento de RODRIGO AZAMBUJA, filho do governador, que também foi denunciado. Segundo a PGR, ele ligava para o operador responsável pelo recebimento e, em seguida, para o pai.

 

 

“Esse padrão de comportamento denota que RODRIGO monitorava o recebimento de valores pagos a título de propina, em espécie, mas também, que reportava o ocorrido a seu pai, à medida que as situações se sucediam”.

 

Em depoimento, WESLEY BATISTA afirmou que R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais) foram repassados a AZAMBUJA em espécie por meio de entregas a operadores em São Paulo e no Rio de Janeiro.

 

A denúncia descreve outras formas de repasse da propina: doações eleitorais, com valores descontados de uma conta corrente de propina; notas fiscais frias de empresas e pecuaristas indicados por AZAMBUJA.

 

A PGR narra que AZAMBUJA procurou JOESLEY e WESLEY em 2014, durante a campanha eleitoral, prometendo benefícios tributários caso fosse eleito.

 

O esquema no estado em favor da empresa, diz a denúncia, existia desde 2003. A propina equivalia a 30% do valor das isenções tributárias.

 

Para embasar a denúncia, foram juntadas provas colhidas nas investigações das operações “Vostok”“Lama Asfáltica”, que incluem quebras de sigilo telefônico e registros de datas e horários de entregas de valores em espécie por funcionários da JBS a operadores do esquema.

 

Fonte: Oantagonista

Jornalista: Renan Ramalho

 

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